[2008-06-18]
-congratulações-
Hoje eu não sei o que fazer. A única vontade que tenho é de ficar encolhido na cama chorando. Não sei se é possível comemorar algo que não está como deveria estar.
Tudo estava indo muito bem.
Tem gente que não tem bom senso. E muito menos amor ao próximo. E menos ainda amor à família.
E gente que nem sabe o que é família. Não por não ter, mas por não dar valor.
Esse tipo de gente deveria morrer. É o tipo de gente que não faz falta no mundo, que não traz nada de bom à pessoa alguma. É aquela pessoa que não faz diferença, e que só é lembrada pelas coisas ruins que faz.
Tem gente que vive pelos outros. Para trazer felicidade às pessoas próximas, tentar fazer do mundo um lugar mais suportável. E é muito triste ver pessoas assim sofrendo. É injusto, bastante injusto. Como não perder a fé em momentos assim? Não dá, não dá. Como dá para viver em um mundo onde as pessoas tentam tirar a felicidade dos outros, uma felicidade que algumas pessoas lutaram tanto para dar ao próximo? De onde vem essa idiotice? É loucura? Má formação genética? Ignorância? Não dá pra entender como tem gente que gosta de ver o sofrimento alheio.
Esse tipo de gente não vai ser feliz nunca na vida, pois nunca irá ter alguém que lute pela sua felicidade.
Gente assim merece morrer. Já que nunca vai conseguir ser feliz em vida, melhor desparecer antes de estragar a vida dos outros.
Gente assim merece morrer. Por mais que uma vida longa, infeliz e miserável pareça mais justa para esse tipo de gente, justiça é algo que não existe. Nem para os bons, muito menos para os maus. Pois os bons nunca desejarão o mal àqueles que merecem, e estes sempre almejarão desgraças à vida alheia.
Mas faz parte da vida injusta sacrificar-se pela felicidade do próximo. Aliás, sacrifício é uma palavra sem significado algum, àqueles que nutrem por alguem um amor maior do que a própria vida.
Então hoje desejarei com todas as minhas forças que você se divirta bastante, brinque muito, e saiba que estarei sempre ao seu lado, e só não estou hoje por causa de certas pessoas que não sabem o que fazem. E que mesmo longe, não paro de pensar em você em momento algum, e que vivo pela sua felicidade. Nos três anos que já passaram, e nos muitos que ainda estão por vir.
por Rafael Shibuya * 4:59 AM
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[2008-04-01]
-o outono-
Estava morrendo de vontade de escrever qualquer coisa. Não sei se já passou, mas posso dizer que a empolgação diminuiu consideravelmente a partir do momento que eu abri o bloco de notas. Talvez fosse mais útil reler os textos antigos ao invés de escrever um novo, mas a preguiça de ler e refletir sobre os textos e seu conteúdo enigmático (pela minha atual falta de memória) fizeram que eu abandonasse qualquer lampejo de expressão pessoal de arbitrariedade e me rendesse ao condicionamento padrão resultante do conjunto cadeira-teclado-monitor-tédio-música.
Acredito que eu tenha muito a dizer, mas não sei se devo. Não acredito que sejam assuntos de relevância significativa. Será que uma oração ajuda? Vai saber. Tenho passado os últimos dias ouvindo as mesmas músicas, fazendo as mesmas coisas (mentira, mas ando fazendo coisas diferentes pensando nas mesmas coisas. ah, talvez seja mentira. acho que estou fazendo coisas diferentes me sentindo da mesma maneira. ou não. a confusão constante não me liberta dos parenteses, chega) e não indo a lugar algum. Inclusive à faculdade. Talvez eu vá hoje, justo no dia que não tenho nenhuma aula. Irônico, não? Fui em uma aula até agora, e as aulas começaram há mais de um mês. Mas eu vou tomar jeito, faz parte das resoluções para esse antes promissor 2008. E eu digitei quase todos os números antes do 8, estaria eu querendo reviver o passado? Seria essa coincidência uma anormalidade da tipografia e do sistema qwerty? Estou confuso demais, ando confuso demais. Será verdade? Não sei. Tenho receio de saber, e acabo questionando as coisas mais ridículas. Mas é mentira, não estou assim, é uma euforia passageira. Geralmente demoro muito mais para escrever qualquer coisa, e esse texto está se desenvolvendo rápido demais. E quase sem erros de digitação, eu até me surpreendo. Tanto que me pego deletando letras que estavam posicionadas corretamente no texto, só por estar acostumado a teclar 'backspace' a cada vinte ou trinta letras tecladas. E só por ter escrito isso comecei a errar loucamente o posicionamento das teclas. Acho que se eu parar de olhar o que estou escrevendo e olhar para um ponto fixo do quarto escreverei melhor. E olha só, funcionou até o momento que eu percebi que realmente não estava olhando mais para o monitor. Pronto, já acostumei, agora posso teclar sem olhar para o monitor. Mas que alegria. Mentira.
Aliás, hoje é o dia da mentira, mas que beleza. E eu já passei a maior parte do dia mentindo para mim. E olha que são 3:40am. E eu não sei, de tudo que eu já disse para mim silenciosamente, o que é verdade e o que não é. Acho que a cada mentira dita eu deveria falar 'RÁ, PRIMEIRO DE ABRIL, TE ENGANEI'. Mas como hoje estou especialmente infame, acho melhor não fazer esse tipo de coisa. MEU DEUS, ESTOU COM MEDO DE RELER ESSE TEXTO. Vou publicar no blog de qualquer jeito, senão irei deletar o arquivo sem ler. Ou não, estão de volta as confusões mentais.
É, posso dizer que não estou bem. E olha que eu estou sóbrio, imagina só se não estivesse. Acho que já estaria na minha cama dormindo feliz e contente. Mentira, estaria só dormindo, mas já seria algo melhor. E ao me prolongar ainda mais nesse texto, vejo que a possibilidade de alguém ler isso aqui diminui progressivamente. Então chega, adeus, tchau, até logo. Hoje já é terça feira e tem muito jogo pra ver na TV. E também tem prova na quarta, e eu tenho que engolir meu livro de álgebra. Não fui em nenhuma aula até agora, mas eu sou inteligente e vou conseguir ir bem na prova. Eu acredito em mim. Alguém mais, alguém mais? Só eu? Beleza, não precisa de mais ninguém. Afinal, acho difícil que alguém tenha paciência de ler um texto desses. Posso dizer que essa porcaria ganha fácil o prêmio de texto mais lazarento já escrito por mim em um txt de madrugada.
Não estou me suportando, só de ler as últimas linhas escritas. Vou dar um copiar e colar, postar no blog e fingir que esse momento não existiu, e voltar para a cama.
Olha só que coisa, a internet caiu bem quando eu ia publicar o texto. Mais uma ironia do destino.
por Rafael Shibuya * 9:17 AM
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[2008-02-18]
-silêncio-
Foi só achar que seria um bom ano para tudo começar a dar errado. Tudo, tudo, tudo. Não dá pra entender por qual motivo essas coisas acontecem. Já sofri demais, já amadureci bastante, já vivi situações ruins que me fizeram crescer. Pra que mais? E ainda por cima agora, quando eu finalmente achava que poderia ter um pouco de calma e felicidade pra viver minha vida em paz. Mas não, sempre tem que acontecer algo de errado. Até quando, meu deus, até quando? E o pior é que não estou assim por incapacidade de ser feliz, estou assim porque minha felicidade não depende só de mim, e infelizmente algumas pessoas não querem me ver tendo as coisas que eu quero, e que eu tenha a vida que eu quero ter. Não dá pra entender esse tipo de coisa, simplesmente não dá.
Nunca fui egoísta, sempre pensei nos outros e fiz pelos outros muito mais do que fiz por mim. Sempre me comportei bem, fiz de tudo para ser uma pessoa. Não para agradar os outros, mas para tentar fazer do mundo um lugar melhor. Não sei da existência de alguém que não goste de mim, sempre fui bom em cativar pessoas. Nunca fiz nada para merecer isso, nada. E olha que eu já pensei, e bastante, sobre tudo o que eu já fiz na vida, e posso dizer, com certeza absoluta, que fiz muito mais coisas boas do que ruins. Muito mais, mesmo. Mas infelizmente a instabilidade mental e emocional de algumas pessoas que me cercam acabam me trazendo essa tristeza, e infelizmente não vou mais poder deixar isso acontecer. Não vou mais deixar que a minha felicidade e a das pessoas por mim queridas seja prejudicada por esse tipo de coisa. Não vou mais dar chances para quem não merece, e nem acreditar em quem já mentiu para mim inúmeras vezes.
Agora é a minha vez de tentar ser feliz, o caminho eu já sei, só preciso tirar algumas pedras que me impedem de trilhá-lo. E por mais que meu orgulho tente falar mais alto, dessa vez eu admito que gostaria da ajuda e companhia de todos aqueles que são importantes para mim. E vocês sabem quem são, pois mesmo sem dizer, sempre fiz questão de demonstrar.
por Rafael Shibuya * 9:09 PM
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[2008-02-10]
-strings-
Acho que fiz bem em salvar no computador todos os textos que eu já escrevi em blogs desde 2003 (e fiz bem em deletar a grande maioria da internet, já que tem bastante coisa bem vergonhosa que não deve ser vista por aí). Tem também os cadernos com textos, todos cheios, comigo fazendo uma das coisas que sei fazer melhor (ou pior): falar de mim. E acho que ter passado dois (ou três) anos escrevendo sem parar sobre o que se passava na minha vida, especialmente naquele período (que foi bem esquisito e cheio de coisas novas a se pensar) fez muito bem para mim. E é engraçado perceber que aparentemente eu estava certo em minhas projeções, no que ia acontecer no futuro, etc e tal. É realmente outra vida que eu estou vivendo, uma vida que se arrasta, mesmo passando rápido demais. Uma vida onde, ao contrário da anterior, são os outros que vão embora, enquanto eu fico aqui, esperando o tempo passar. E vai ser assim por um bom tempo, até chegarmos àquela parte da história onde o caos se instala e tudo muda (e parece que vai ser para melhor, pois eu ainda acho que mereço). Aliás, acho que seria uma boa idéia pegar um dia e reler tudo, em ordem cronológica. Por mais que eu saiba que demorarei pelo menos uns dois dias para conseguir ler e processar tudo (pois tenho certeza que ficarei com vontade de deletar/rasgar muita coisa, mas não posso fazê-lo), vai me ajudar um pouco a aceitar certas coisas, e aprender a esperar com mais paciência. Só fico com um pouco de raiva quando penso nas milhares de outras coisas que poderia fazer com um dia inteiro, ao invés de ficar relembrando do passado (por mais que seja por um bom motivo).
E falando em ficar aqui enquanto os outros vão embora, mais um amigo querido foi para longe. Estou começando a lidar muito bem com despedidas, talvez por saber que tenho muitas a viver em um futuro próximo. E eu, que sempre quis ir embora, vou ter que ficar. Tudo bem, não ligo tanto assim para isso. De vez em quando gostaria de ter essa liberdade de poder fazer o que eu quiser na hora que eu quiser, mas ah, isso não é liberdade de verdade. Então só me resta aproveitar os momentos que tenho, e descobrir novas maneiras de enfrentar o tédio. Não vou entrar de novo no drama 'eu deveria estar formado e as consequências disso e blablabla' pois até eu estou cansado de me ver reclamando disso. Ainda tenho chance de me formar no final de 2010 (sim, eu tenho, é só eu me esforçar, por mais que eu não saiba o que é isso há muito tempo), e em certos aspectos já consegui mais do que eu planejava para mim. Então o jeito é aproveitar e ficar bêbado em todas as festas e pegar bixetes da poli estudar bastante pra apagar esse semestre acadêmico vergonhoso, e não ficar com o histórico sujo.
E não quero nem pensar que daqui 4 meses estarei completando 22 anos. VINTE E DOIS, V I N T E E D O I S. Isso sim é merecedor de drama e desespero. Com toda a minha genialidade, esperava estar com 22 anos sei lá, morando sozinho, rico, formado e com meu carro esporte de grã-fino. Bem, tirando a parte do rico e do carro esporte, o resto ainda dá pra conseguir (até o rico, se eu começar a jogar na sena e der sorte), mas mesmo assim. Agora contar idade não tem graça, é tudo uma preparação aos temíveis TRINTA ANOS.
(e eu parei aqui para cuidar do gui e colocá-lo pra dormir, acabei dormindo junto e nao faço mais a menor idéia do que eu pretendia escrever.)
bem, é isso aí. que fevereiro passe rápido e que eu tenha bastante coisa pra fazer na usp semestre que vem y.y
por Rafael Shibuya * 7:54 PM
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[2008-02-02]
-o tempo (re)constrói tudo-
Pois é. Era só o que faltava. Era só o que faltava? Parece que sim. Não terei do que reclamar, não terei do que reclamar. De verdade. Na verdade não, eu reclamo de qualquer besteira. Mas ah, aposto que vai ser só da boca pra fora. É, só. Agora não falta mais nada, não vai faltar mais nada. Mais uma vez, a saudade que faz companhia, mas não do mesmo jeito. Lógico que não, não tem como, se apareceu de novo é porque algo mudou. Se mudou, pra pior é que não foi. Então não terei do que reclamar. Não tenho do que reclamar. E ponto final. Muitos pontos.
(You could be my unintended
Choice to live my life extended
You could be the one I'll always love
You could be the one who listens to my deepest inquisitions
You could be the one I'll always love
I'll be there as soon as I can
But I'm busy mending broken pieces of the life I had before
First there was the one who challenged
All my dreams and all my balance
She could never be as good as you
You could be my unintended
Choice to live my life extended
You should be the one I'll always love
I'll be there as soon as I can
But I'm busy mending broken pieces of the life I had before
I'll be there as soon as I can
But I'm busy mending broken pieces of the life I had before
Before you
muse - unintended)
por Rafael Shibuya * 7:52 AM
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[2008-01-21]
-recordar-
A nostalgia tomou conta de mim. Definitivamente. Não consigo mais pensar em nada nos últimos dias, só no que já foi, no que já passou e não voltará mais. É difícil não ficar triste, mas acontece, fazer o que. E o engraçado é que eu não consigo mais me sentir confortavel convivendo com essa tristeza, pois na minha cabeça é impossível eu achar que tenho motivos para não estar feliz tendo o gui ao meu lado. Uma pena que não posso controlar esse tipo de coisa, senão eu realmente viveria sempre feliz (e consequentemente seria uma pessoa extremamente insuportável, mais do que eu já sou).
Lógico que é muito difícil não sentir saudades do passado tendo tantas recordações guardadas. Sei lá por qual motivo eu tenho guardado tudo o que eu escrevi, simplesmente TUDO, de junho de 2003 até agora. Textos publicados nos blogs, textos em cadernos, poemas ridículos da minha juventude, cartas, cartinhas, bilhetes, pedaços de papel, fotos (todos cuja quantidade, por ordem cronológica de data de procedência, diminui em progressão geométrica). Tudo guardado e constantemente remexido por mim, quando, não satisfeito com as lembranças que tenho em pensamento, apelo para a leitura/visualização dessas recordações. E isso sempre me faz lembrar que eu fui mais feliz do que eu imaginei, e que eu realmente não exagerava quando pensava nas besteiras que eu costumava pensar. E por mais que seja até bom, chega a ser deprimente lembrar disso agora. Como um garoto idiota de dezessete anos conseguiu ser tão feliz, aproveitar tão bem a vida e estar tão satisfeito consigo mesmo? Eu falava que estava vivendo plenamente, e de fato era verdade. Como posso me contentar com qualquer lampejo de felicidade tendo vivido o que eu já vivi?
Sei que esse pessimismo não vai me levar a lugar algum. Talvez a solidão tenha deixado de ser uma boa companhia, e as previsões para 2008 dizem que esse definitivamente NÃO é meu ano de sorte. Nem no amor, nem na saúde (já que estou com ataques de tosse e já me machuquei 10 vezes desde que o ano começou), e muito menos no ramo acadêmico. Pelo jeito vou ter que me contentar com o sucesso profissional, que é o que tem salvado meus últimos anos, já que no ramo familiar também nao vejo muito sucesso. O jeito é esperar que eu esteja errado, coisa que dificilmente acontece em relação a previsões futuras sobre minha vida pessoal.
Um ótimo 2008 ao par de pessoas que um dia irá ler esse texto. E se eu tiver um ano razoável já estarei mais que satisfeito.
por Rafael Shibuya * 4:47 AM
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[2007-08-24]
-august-
Agosto de novo. Pensei que dessa vez não seria tão ruim, pois até a 1a semana do mês estava indo tudo super bem. Mas como sempre tinha que ficar ruim, e acho que desde a semana passada só tem acontecido merda atrás de merda. A loja não tá com muito movimento, um monte de desgraça acontece, brigas, mal entendidos e mais brigas com gente que insiste em encher a minha paciência e que não consegue entender que quando eu estou discutindo com alguém, estou mostrando também que me preocupo com essa pessoa. Pouco me importa mais, não adianta falar pros outros o que eles não querem ouvir. Cansei, cansei, cansei.
E é por causa disso (e de muitas outras coisas) que eu volto a acreditar que a maioria das coisas eu posso fazer muito bem sozinho. Sempre foi assim, não há porque ser diferente agora. E lá vou eu sumir do mundo de novo, e dessa vez é sério. Pelo menos até essa porcaria de mês acabar.
por Rafael Shibuya * 1:48 PM
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